segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sonhos de Bunker Hill

Eu tinha dezessete dólares na minha carteira. Dezessete dólares e medo de escrever. Sentei ereto em frente à máquina de escrever e soprei meus dedos. Por favor, Deus, por favor, Knut Hamsun, não me abandonem agora. Comecei a escrever e escrevi:

"É chegada a hora", disse o Leão-Marinho,
"De falar de muitas coisas:
De sapatos - e navios - e cera para lacre -
De repolhos - e reis -"

Olhei para aquilo e umedeci meus lábios. Não era meu, mas, com os diabos, um homem tem que começar por algum lugar.

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